Olha só!, é um blog olho no olho, quero dizer, palavra no ouvido, grito no espaço, segredo e colapso público. É pra conversar um pouco pois é conversando que a gente se entende. Um pouco. Em tempo: todas as fotografias são do mesmo autor dos textos.
Terça, 4 de maio de 2010
POR AÍ

 

Alguém já falou que “qualquer maneira de amor vale a pena”. Mas qual é a sua? Maneira, jeito, forma? Maneira, jeitosa, formal? Qual é o amor pelo qual você corre atrás, qual é aquele que te acompanha? Demônio suicida ou anjo da guarda, teu sonho de vida ou ranço de mágoa? “Qualquer maneira de amor vale amar”, principalmente sem medo e com carinho, não tenso e não desiludido, de antemão; com senso e sem censura prévia, redivivo.

Mas para qual santo amor é que você reza, com qual herege amor se congrega? Na verdade – e a verdade é que ela não existe – não importa norte, oeste, sul ou leste, hemisférios, meridianos ou paralelos. Se o amor te quer, ele conseguirá: com júbilo ou lástima, com púlpito ou decúbito, com terror ou mágica. E, se você quiser o amor, aí então tudo se compreenderá.

E todos os amores passam a ser possíveis, mesmo passíveis de estertores de angústia mas também de clímaxes em momentos lindos.

E todos os amores serão para sempre sagrados, mesmo que sangrados, mesmo que passados, mesmo que findos.

Alguém já falou e eu acho que eu já vivi, ou ouvi, por aí.

 

marco/04.05.2010.

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